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Programa Religioso da Festa - 2011

Domingo, dia 04 de Setembro: 11h15, Missa Solene e Sermão em Honra do Senhor do Bonfim; às 16h00, Procissão.

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Capela do Senhor do Bonfim

Obra do mestre pedreiro e hábil artista de Gontinhães, João Pires Lavrador, a Capela do Senhor do Bonfim tem uma arquitectura religiosa, barroca.
É composta por planta longitudinal com frontispício em empena. Esta capela fica situada no lugar de Troviscoso a sua construção, supõe-se, remonta a 1741.
De realçar a sua fachada principal em pedra magnificamente trabalhada, construída em forma de retábulo, onde se destacam as figuras de Nossa Senhora da Soledade e de São João Evangelista.
Ao lado da capela, estadeia-se um belo cruzeiro, com lavores barrocos bem concebidos e executados por mãos hábeis de alveneis ancorenses.
A festa em Honra do Senhor do Bonfim faz-se no dia 14 de Setembro de cada ano {Exaltação da Santa Cruz} ou então, no domingo a seguir a este dia, sem quaisquer características especiais.
Capela senhor do Bonfim
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Senhor do Bonfim

Quem é o Senhor do Bonfim? É nada mais que Cristo Crucificado, que teve um Bom Fim e nos ajuda a todos nós a termos o nosso próprio bom fim. O Senhor do Bonfim é Jesus Cristo.

«Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, para resgatar os que se encontravam sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos». (Gal 4, 4-5).A plenitude do tempo é o momento em que Deus encarna, feito homem, dando um novo sentido à nossa vida.

Jesus nasce em Belém, numa gruta nos arredores, num simples estábulo, porque «não havia lugar na hospedaria» para ele (Lc 2, 7). O seu nome é Jesus (Yeshua, que significa «Deus salva». Ele é Aquele de quem as profecias do Antigo Testamento falavam: o «Emanuel», o Deus connosco, o «Filho do Homem», o «Filho de Deus». Isto é reconhecido por todos aqueles que são puros e simples: os pastores, os magos, os «pobres»...

Por volta dos anos 27 ou 28, Jesus inicia o Seu ministério em Cafarnaum. Prega a penitência, a conversão, a mudança dos corações; prega as bem-aventuranças, deixa-nos um Mandamento novo: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 12, 24). Multidões O seguem, mas é um pequeno grupo de discípulos (os «apóstolos»= enviados), que O seguem mais de perto.

A esses Apóstolos Jesus chama e considera seus «amigos». Na comemoração da Páscoa, no ambiente de uma Ceia (a Sua «Última Ceia»), na Quinta-feira Santa á noite, Jesus lava-lhes os pés, em atitude de serviço; institui a Eucaristia... Mas um desses «amigos» (Judas) O trai e O entrega ao Sinédrio para ser objeto de escárnio e julgado réu de morte.

É executado como um maldito, como um criminoso, crucificado, pena reservada aos piores criminosos e agitadores políticos. É na Cruz que Jesus, o Senhor do Bonfim,  nos dá a Sua maior prova de amor: «dar a vida pelos seus amigos», por todos nós. É um culminar de toda a Sua vida, de dávida, de serviço aos outros.

Na Cruz, Jesus profere, segundo os evangelhos, sete palavras:

  • 1ª palavra: «Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.» (Lc, 23,34). Jesus perdou aos seus algozes: nada de estranho em Jesus, no Senhor do Bonfim, que no fim da Sua vida terrena, ilustrou aquilo que viveu, o perdão e o amor aos inimigos.
  • 2ª palavra: «Em verdade, em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso» (Lc 23, 43), é o que Jesus promete ao Bom Ladrão, que também teve o seu fim ali; mas Jesus promete-lhe uma nova vida, pois manifestou arrependimento e conversão do coração.
  • 3ª palavra: «Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.» (Jo 19, 26-27). Jesus, além de nos deixar a Ele próprio na Eucaristia, deixa-nos também a Sua Mãe, como Mãe de toda a Igreja.
  • 4ª palavra: «Eli, Eli, lama sabachthani? (Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)" (Mt 27,46 e Mc 15,34). Expressa o sentimento de abandono de Jesus, á semelhança do salmista do Salmo 22; Jesus encarna todo o nosso sofrimento, todas as vezes em que nos sentimos sós e abandonados por Deus; mas Deus nunca nos abandona, como não abandonou Jesus.
  • 5ª palavra: «Tenho sede!» (Jo 19, 28). Jesus tinha sede, como Verdadeiro Homem, mas também tinha sede que todos os homens O conheçam e O sigam.
  • 6ª palavra: «Tudo está consumado» (Jo 19, 30). Tudo aquilo que Jesus tinha a fazer foi feito.
  • 7ª palavra: «Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito» (Lc 23, 46). Terminada a Sua obra, Jesus abandona-se aos cuidados de Seu Pai e assim expira.

O corpo de Jesus foi mais tarde pedido por José da Arimateia (um discípulo oculto de Jesus) que o sepulta. Mas tudo aquilo que Jesus fez, viveu e disse não acaba em vão, num fim a que tudo põe termo: Jesus teve um «Bonfim», foi acolhido pelo Pai e está agora «sentado à direita do Pai». Todos aqueles que são seus discípulos, que acreditam no Filho de Deus, que praticam as boas obras, feitas de coração, também podem ter a certeza que, Jesus, o Senhor do Bonfim, nos auxiliará e nos dará um bom fim: o de estarmos eternamente na glória de Deus, no Seu Reino.

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2019

Dia 16 de Setembro, Domingo11h15: Missa Solene e Sermão em Honra ao Senhor do Bonfim.

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