Artigos

Sobre o M.E.C.

O que é o Ministro Extraordinário da Comunhão (M.E.C.)? Qual a sua função? O melhor para respondermos a isto é ver aquilo que o Magistério da Igreja nos diz: um caminho possível de orientação de leitura é ler os números 154 a 160 da Instrução Redemptionis Sacramentum (Sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia), da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, de 2004. Diz assim:

«1. O Ministro extraordinário da Sagrada Comunhão


154. Como já se recordou, «o ministro que, actuando na pessoa de Cristo [in persona Christi], tem o poder de celebrar o sacramento da Eucaristia, é somente o sacerdote validamente ordenado» [254]. Por isso, o nome de «ministro da Eucaristia» compete própria e exclusivamente ao Sacerdote. Do mesmo modo, os ministros ordinários da Sagrada Comunhão são, em virtude da sagrada Ordenação, o Bispo, o Presbítero e o Diácono [255], aos quais, portanto, compete distribuir a Sagrada Comunhão aos fiéis leigos na celebração da Santa Missa. Manifeste-se assim correctamente e em plenitude o seu múnus ministerial na Igreja e cumpra-se o sinal do sacramento.

155. Além dos ministros ordinários, há o acólito devidamente instituído, que, em virtude da sua instituição, é ministro extraordinário da Sagrada Comunhão mesmo fora da celebração da Missa. Se, além disso, razões de autêntica necessidade o aconselharem, o Bispo diocesano pode designar para tal, segundo as normas do direito [256], também outro fiel leigo como ministro extraordinário, ad actum [para esse momento] ou ad tempus [para um tempo determinado], servindo-se, na circunstância, da apropriada fórmula de bênção. No entanto, este acto de delegação não tem necessariamente forma litúrgica e, se a tem, de modo algum se poderá assemelhar a uma Ordenação sagrada. Só em casos especiais e imprevistos é que o Sacerdote que preside à celebração eucarística pode dar esta licença ad actum [para esse momento] [257].

156. Este ofício deve ser entendido em sentido estrito conforme a sua denominação, isto é, «ministro extraordinário da Sagrada Comunhão»; e não «ministro especial da Sagrada Comunhão» ou «ministro extraordinário da Eucaristia» ou «ministro especial da Eucaristia», definições que amplificam, indevida e impropriamente, o seu significado.

157. Se habitualmente estiver disponível um número de ministros sagrados suficiente para a distribuição da Sagrada Comunhão, não se podem designar para esta função ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que estejam designados para tal ministério não o exerçam. É reprovável a prática daqueles Sacerdotes que, embora estejam presentes na celebração, se abstêm de distribuir a Comunhão, encarregando os fiéis dessa função [258].

158. Na verdade, o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão só poderá administrar a Comunhão quando faltarem o Sacerdote ou o Diácono, quando o Sacerdote estiver impedido por doença, velhice ou qualquer outro motivo sério ou quando o número dos fiéis que se aproximam da comunhão for tão grande que a própria celebração da Missa se prolongue demasiado [259]. Entenda-se, contudo, que será motivo completamente insuficiente um breve prolongamento, segundo os costumes e a cultura do lugar.

159. Não se permite de modo nenhum que o ministro extraordinário da Sagrada Comunhão delegue a administração da Eucaristia em qualquer noutra pessoa como, por exemplo, pai, esposo ou filho do enfermo que deve comungar.

160. O Bispo diocesano reexamine a prática dos últimos anos nesta matéria e, se for oportuno, corrija-a ou determine-a com maior clareza. Se, por efectiva necessidade, se difundiu a designação destes ministros extraordinários, é conveniente que o Bispo diocesano, tendo presente a tradição da Igreja, publique normas particulares regulamentando o exercício desta função segundo a norma do direito.

Notas:

[254] Código de Direito Canônico, c. 900 § 1.

[255] Cf. ibid., c. 910 § 1; cf. também João Paulo II, Carta, Dominicae Cenae, n. 11: AAS 72 (1980) p. 142; Congr. para o Clero e outras, Instr., Ecclesiae de mysterio, Disposições práticas, art. 8 § 1: AAS 89 (1997) pp. 870-871.

[256] Cf. Código de Direito Canônico, c. 230 § 3.

[257] Cf. Congr. Disciplina dos Sacramentos, Instr., Immensae caritatis, proêmio: AAS 65 (1973) p. 264; Paulo VI, Carta Apostólica «motu proprio datae», Ministeria quaedam,   15 de agosto de 1972: AAS 64 (1972) p. 532; Missale Romanum, Appendix III: Ritus ad deputandum ministrum sacrae Communionis ad actum distribuendae, p. 1253; Congr. para o Clero e outras, Instr., Ecclesiae de mysterio, Disposições práticas, art. 8 § 1: AAS 89 (1997) p. 871.

[258] Cf. Congr. Disciplina dos Sacramentos, Instr., Inaestimabile donum, n. 10: AAS 72 (1980) p. 336; Pont. Comissão para a Interpr. Aut. do Código de Direito Canônico, Responsio ad propositum dubium, 11 de julho de 1984: AAS 76 (1984) p. 746.

[259] Cf. Congr. Disciplina dos Sacramentos, Instr., Immensae caritatis, n. 1: AAS 65 (1973) pp. 264-271, espec. pp. 265-266; Pont. Comissão para a Interpr. Aut. do Código de Direito Canônico, Responsio ad propositum dubium, 1 de junho de 1988: AAS 80 (1980) p. 1373; Congr. para o Clero e outras, Instr., Ecclesiae de mysterio, Disposições práticas, art. 8 § 2: AAS 89 (1997) p. 871.»

AddThis Social Bookmark Button

M.E.C.

mec

 


O Ministro Extraordinário da Comunhão, apesar de leigo, pode ministrar a comunhão em determinadas circunstâncias.


 

 

AddThis Social Bookmark Button