Ultreia Paroquial do Movimento dos Cursilhos de Cristandade

NUtreia outubroa próxima terça-feira, dia 02 de Outubro de 2018, pelas 21h15, no salão do Centro Paroquial Nossa Senhora da Graça, o Centro de Ultreias do Movimento dos Cursilhos de Cristandade {MCC} desta Paróquia, irá promover a já habitual reunião mensal de Grupo.      

27º Domingo do Tempo Comum | Ano B

Tema: Evangelho Segundo São Marcos {Mc 10,2-16 } «Não separe o homem o que Deus uniu»  

DOENÇAS DAS ULTREIAS: CARUNCHO OU DESCOMPROMETIMENTO?

São tantos os que foram chamados a tomar parte num cursilho! Foram tantos os cursilhos já realizados na nossa Diocese!

A nossa Ultreia têm crescido na mesma proporção? Se o número da Ultreia estacionou, tem crescido o número dos que nelas participam?

A resposta entra pelos olhos dentro de quem deseje ver o que se passa.

Qual a doença de que enferma a nossa Ultreia? Qual o mal de que estão padecendo aqueles que passaram por um cursilho de cristandade?

É caruncho ou descomprometimento?

Outrora, quando ainda não tínhamos passado por um cursilho, estávamos instalados ou no nosso comodismo ou no nosso cristianismo rotineiro.

Agora, consciencializados e comprometidos para a acção, refugiamo-nos na eterna desculpa do que tenho que fazer, do estar muito sobrecarregado, do ter necessidade de mais tempo para a família. Agora não há tempo para ir à Ultreia, onde se convive humana e cristãmente, onde se formam vontades e líderes apostólicos, não há tempo ou disponibilidade para se ir às clausuras (embora o número dos que vão ainda é consolador, porque é festa); não há tempo para tomar parte num reencontro, num retiro de mudança ou num mini-cursilho; não há tempo que disponibilizemos para aumentar a nossa formação.

Uma das grandes desculpas é a família: Será que a família tem tido mais tempo disponibilizado por nós para ela? Não será que também não tenho tempo para dar à esposa ou ao marido e aos filhos?

Por vezes, inventam-se desculpas para encobrir o nosso comodismo, para negligenciar a nossa falta de vontade para aquilo que deveríamos ter tempo.

Não será tempo de ter tempo para o essencial do nosso viver?

Não será tempo de pôr as pantufas no armário?

Não será tempo de calçarmos sandálias, pegar no bordão e nos tornarmos pescadores e conquistadores de almas?

É tempo de irmos à Ultreia e levarmos outros connosco. É tempo de não sermos "vidrinhos de cheiro", reparando nas faltas dos outros, mas não dando passos para melhorarmos o ambiente humano da nossa Ultreia.

É tempo de não fazermos "capelinhas" dentro da Ultreia - mas fazermos da nossa uma verdadeira comunidade de amigos, na alegria, na paz e no amor.

É tempo de sabermos olhar para o lado e vermos o outro que pode ser mais pobre economicamente do que nós, mas espiritualmente pode ser muito mais rico.

Olhemos para aquilo que nos está a fazer falta e tenhamos a coragem de dar o salto necessário.

Revitalizemos a nossa Ultreia, primeiro com a nossa presença, mas logo a seguir, com o melhor de nós mesmos.

Espera-se poder ver, dentro de pouco tempo, novamente a nossa Ultreia cheia de muito amor, alegria e entusiasmo, com a nossa presença e participação.

Padre Manuel Alves Resende (in Peregrino nº 2)

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