Direitos Paroquiais ou Contributo Paroquial

oferta da_viuvaÉ costume nos mêses de Outubro e Novembro de cada ano cada família entregar ao Pároco uma partilha para o seu sustento. Há terras em que se chama a essa partilha “Primícias”, nome relacionado com a entrega dos primeiros frutos colhidos no “São Miguel”; outras chamam-lhe “Côngrua”, nome relacionado com a côngrua {digna, suficiente, justa} sustentação do Pároco; outras chamam-lhe “Avinça”, nome derivado de “Avença” {quantia justa, por serviços prestados durante um certo prazo}. Em Carreço o nome mais usado, pelo menos ultimamente, é “Direitos Paroquiais”, nome que salienta ser um “direito” do Pároco, receber uma contribuição de cada família para o seu sustento. Ultimamente usa-se mais o termo “Contributo Paroquial”, embora em algumas Dioceses portuguesas, onde é ainda tradicional o folar pascal como acontece na Diocese de Viana do Castelo, continua a usar-se “Côngrua Paroquial”, reservando-se o termo “Contributo Paroquial” para a soma da Côngrua mais o folar pascal. O termo “Contributo” salienta mais a necessidade de todos participarem com a sua partilha para algo que é da responsabilidade de todos e diminui a ideia, para alguns odiosa, de obrigatoriedade.

Em 1968, a Conferência Episcopal Portuguesa {CEP}, isto é, o conjunto de todos os Bispos de Portugal, depois de uma análise rápida à situação económica das Paróquias nas Dioceses portuguesas, sugeriram que, para uma digna sustentação dos Párocos, bastaria que cada família contribuísse com o salário de um dia por ano. Foi apenas uma sugestão para servir de ponto de partida para cada família avaliar, em consciência, o que deve partilhar.

Hoje, em vez do “salário de um dia”, será mais adequado falar de “rendimento certo de um dia”, por família. Isto significa, multiplicar o rendimento mensal de todo o agregado familiar por 12 ou 14 meses, conforme os casos, e depois dividi-lo por 365 dias. Nos casos em que as famílias têm membros sem qualquer rendimento e/ou muitas despesas certas e essenciais à sua sobrevivência, parece justo que se divida o rendimento mensal por todos os membros do agregado familiar e se descontem também as despesas certas mensais antes de multiplicarem por 12 ou 14 meses. Se a maioria das famílias desta Paróquia de Carreço fizesse assim, o resultado obtido chegaria não só para o sustento do Pároco, mas também para o pagamento do consumo de electricidade, água, telefone, obras de manutenção, catequese e demais actividades. Além dos ofertórios das missas e de outras ofertas ou aquando da celebração de algum matrimónio, baptismo ou funeral, há a parte que deve ser assumida por todos os Paroquianos.

Salientamos que este texto pretende apenas ajudar à reflexão dos Paroquianos sobre o assunto, deixando sempre à consciência de cada um o quantitativo da sua contribuição.

Face ao atrás descrito, vão os membros do Conselho Paroquial para os Assuntos Económicos, conhecida por Comissão Fabriqueira, receber o contributo paroquial das famílias que estão inscritas referente ao ano em curso. O recebimento deste contributo a que estão sujeitos as famílias, tem início no dia 01 de Outubro e termina no dia 30 de mês de Novembro.

 

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