Breve apontamento histórico

Ficam aqui apenas dados soltos (baseados na citada monografia do Dr. Lourenço Alves):

  • Pré-história - vestígios atestam que Carreço teria já algum tipo de povoamento.
  • Romanos - eles passaram por aqui (Décio Juno Bruto), no séc. II a.C. (é provável).
  • Séc. XIII - Inquirições de D. Afonso III (1258): 1) Refere três dos quatro lugares de Carreço como "vilas" (dominadas por senhorio): «Honri» (Montedor), «Karrezo» (Carreço») e «Troviscozo» (Troviscoso); Paçô estaria anexa a «Honri». 2) A vila não era reguenga, não pertencia ao Rei; eclesiasticamente pertencia ao Arcediagado da Vinha, Sé de Tui. 3) Civilmente, passa a fazer parte do recém-formado concelho de Viana da Foz do Lima.
  • Séc. XIV - Talvez tenha sido nessa época que Carreço passou para a Ordem de Cristo.
  • Séc. XVI - do Censual de D. Frei Baltazar Limpo, arcebispo de Braga (1551) e de um Tombo elaborado em 1555, conclui-se: 1) Carreço pertencia a quatro entidades: à mesa arcebispal (primeiro a Tui e depois a Braga), ao Mosteiro de S. Salvador da Torre, ao de S. Romão de Neiva e ao de Tibães. 2) Carreço é inserida nas comendas (benefícios eclesiásticos que se conferiam a pessoas para compensar serviços prestados); daí o «comendador»: recebiam os rendimentos, dono da residência onde vivia o pároco, a quem dava uma côngrua (completada por esmolas do povo); tinha a seu cargo as obras de restauração da igreja, o vinho, o trigo para a missa e a cera para o altar-mor; os restantes altares estavam a cargo das confrarias e zeladores. O pároco, por seu turno, tinha a seu cargo a cura das almas.
  • Séc. XVIII - Fr. Pedro José Meneses, comendador, mandou fazer o tombo dos bens, para se certificar dos bens pertencentes à comenda. Em 1754 iniciou-se o inventário da igreja e sua fábrica, casas da residência paroquial e da comenda, sendo o pároco da freguesia, Reitor Bento de Sousa e Costa. Os Inquéritos paroquiais foram realizados pela mesma época, em 1758, sendo pároco o Rev. Gualter de Afonso Pereira.
  • Séc. XIX - Com as leis da desamortização, de Mousinho da Silveira, em 1833, deixaram os benefícios paroquiais de fazer parte dos senhorios, começando a fazer parte do padroado real. Contudo, o passal de Carreço, sendo pequeno não foi sujeito a estas leis. Ficou a ser da alçada do Comendador.
  • Séc. XX - Em 1911 , com a Lei da separação da Igreja do Estado , os bens da paróquia são confiscados. Em 1919 a residência e o passal são vendidas em hasta pública a particulares. Em 1921 é fundada a Sociedade Paroquial de carreço, que consegue recuperar a residência paroquial e o passal. Em 1988 inicia-se a construção do Centro paroquial de Nossa Senhora da Graça, com o auxílio de muitos benfeitores. Em 1989 o Rev. Dr. Lourenço Alves, Licenciado em História e Pároco de Carreço, publica a Monografia «A Comenda de Santa Maria de Carreço», edição da Junta de Freguesia de Carreço e da Comissão Fabriqueira de Carreço. Recentemente fizeram-se obras de conservação e restauro na Igreja paroquial, nomeadamente retábulos, pinturas a óleo sobre madeira do tecto do presbitério, esculturas policromadas e sacristias mandadas efectuar pelo Padre Manuel José Torres Lima, Pároco desde 22 de Outubro de 2000 até 23 de Setembro de 2012.
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